Tudo sobre inseminação artificial

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Saber tudo sobre inseminação artificial é fundamental antes de decidir sobre recorrer a esse método ou não. Casais com problemas para conceber um bebê recorrem cada vez a essa solução.

A infertilidade, não importa as suas causas, é um problema para muitos homens e mulheres cujo maior sonho é ter um bebê. Hoje em dia, temos mais informações disponíveis e o acesso a esse tratamento de reprodução assistida é maior.

De fato, a inseminação artificial, ou IA é uma técnica que vem se aprimora cada vez mais, com o passar dos anos. Significa dizer que as oportunidades de dar certo aumentam quanto mais os cientistas exploram essa área em seus estudos. O mais curioso é que a inseminação artificial é mais antiga do que se imagina.

O primeiro caso de IA humana relatado na história vem do fim do século XVIII, na Inglaterra. Mas foi só a partir da década de 1970 que esse procedimento ganhou popularidade, mas ainda sem uma porcentagem satisfatória de sucesso. Nessa mesma época, a inseminação artificial veio para o Brasil.

Depois da descoberta da Fertilização In Vitro, ou FIV, a inseminação artificial ficou um pouco em segundo plano, mas atualmente voltou a ser um dos métodos de reprodução mais procurados, já que sua taxa de sucesso é de 18% a 20% por tentativa. 

Veja a seguir tudo sobre inseminação artificial, quais são os seus tipos, bem como o procedimento. Conheça também para quem esse procedimento é indicado, quais exames fazer e quais cuidados tomar.

Você também entenderá sobre as possíveis complicações da IA, bem como de sua diferença em comparação à fertilização in vitro. Por fim, serão discutidos os custos e a possibilidade de realizar esse procedimento pelo SUS.

O que é inseminação artificial?

Para saber tudo sobre inseminação artificial é preciso entender se tratar de uma forma de reprodução assistida, ou seja, com auxílio médico, que consiste em inserir os espermatozoides na entrada do colo uterino ou dentro do útero. O procedimento não é invasivo, onde a forma intrauterina é a mais utilizada atualmente, pois gera mais resultados.

Tudo sobre inseminação artificial (2)
Fonte/Reprodução: original

O que a inseminação artificial faz é diminuir o trajeto dos espermatozoides até as tubas uterinas, para facilitar a fecundação.

Tipos de inseminação artificial

Existem dois tipos de inseminação artificial, bem simples de compreender. O primeiro é o da inseminação homóloga, que utiliza o sêmen do próprio parceiro. O segundo é o da inseminação análoga, que usa o sêmen de um doador anônimo. Para o segundo tipo é necessário procurar um banco de sêmen.

Como é o procedimento de inseminação artificial?

Apesar de muito se falar sobre a inseminação artificial, pouco se sabe sobre os detalhes da técnica. O processo é dividida em quatro fases:

  • Estimulação ovariana
  • Indução da ovulação
  • Coleta e capacitação do sêmen
  • Inseminação

Na primeira etapa, da estimulação ovariana, o médico introduz hormônios para que a mulher produza mais óvulos. Em um ciclo normal, ela só produz um óvulo, mas com a estimulação, mais de um é produzido, o que aumenta as chances de gravidez.

Mas é preciso ter cuidado nessa etapa com a dose de hormônios. Se a estimulação fizer os ovários da mulher produzirem óvulos demais, pode ocorrer uma gravidez múltipla. A liberação de óvulos é acompanhado pelo médico, por ultrassonografia e dosagem hormonal, que deve ocorrer num intervalo de 10 a 12 dias.

A segunda etapa é a indução da ovulação. Quando os óvulos crescem até o tamanho ideal, o médico introduz uma dose de hCG, um hormônio para induzir a ovulação. Em outras palavras, promovem a liberação dos óvulos na trajetória das tubas uterinas, que deve ocorrer num prazo máximo de 36 horas.

Já na terceira etapa, a coleta e capacitação do sêmen, deve ocorrer horas antes da inseminação artificial, e serão escolhidos os melhores espermatozoides para realizar a tentativa de gerar o bebê.

A quarta e última etapa, da inseminação artificial em si, ocorre através de uma cateter, um instrumento que irá ser usado pelo médico para introduz o sêmen no canal vaginal. 

Entender tudo sobre inseminação artificial é necessário, pois requer muito tempo e paciência para passar por todas essas etapas,  tanto por parte da mãe quando do pai, pois a ansiedade pelo resultado positivo pode causar muitas frustrações.

Quanto tempo demora?

O tempo entre as fases 1 e 4, que vão até o procedimento da inseminação, é de pouco mais do que 13 dias. Após a inseminação tem início o período chamado de “betaespera”, o qual dura de 7 a 10 dias. 

Nesse intervalo um teste de gravidez é feito, caso dê positivo, o próximo passo é fazer uma ultrassonografia transvaginal após uma semana. Depois mais um teste de gravidez com exame de sangue. Se todos esses testes geram resultado positivo, é possível fazer a primeira ultrassonografia do bebê!

Para quem é indicado?

A inseminação artificial é indicada, geralmente, para casais que tiveram relações sexuais durante um ano, sem proteção e não chegaram à fecundação. Nesses casos é necessário investigar para descobrir a causa. Entre mulheres, é um procedimento indicado para as mais jovens, abaixo dos 35 anos, pois as taxas de sucesso são mais altas. 

Quando a infertilidade é do homem, normalmente é causada quando há um problema com os espermatozoides. No caso das mulheres, é mais indicada quando há leve grau de endometriose e distúrbios de ovulação.

Também pode ser indicada para casos onde a fertilidade não possui uma causa determinada, para casais homoafetivos que desejam conceber ou para mulheres que desejam uma reprodução independente de um parceiro.

É preciso repouso após o procedimento?

O procedimento da inseminação artificial é bem simples, logo, não requer um tempo de repouso. Dependendo da idade da futura mamãe, contudo, são recomendados alguns cuidados básicos durante a betaespera.

Quais os exames exigidos?

Apesar de ser um método bem simples, o médico deve ter certeza de que não há realmente a possibilidade de uma gravidez por meios naturais. Portanto, ele indica os seguintes exames:

  • Análise seminal
  • Dosagens hormonais
  • Exames de sorologia
  • Histeroscopia ou histerossalpingografia (somente em alguns casos)
  • Exames para diagnosticar uma possível infecção vaginal
  • Ultrassonografia vaginal
  • Espermograma

Vale lembrar que esses exames são feitos justamente para descartar as possibilidades de fecundação sem intervenção média. Também são indicados para determinar qual será o melhor método para a tentante.

É possível ocorrer complicações?

Mesmo que seja um procedimento bem simples, algumas complicações podem ocorrer. Em alguns casos, pode haver um sangramento na mulher após a inseminação. Se isso acontecer, é preciso voltar ao médico imediatamente. 

Outras complicações incluem a gravidez fora do útero, a gestação de gêmeos ou, em caso mais grave, o aborto. Essas ocasiões são raras, mas de toda forma a mulher deve ser acompanhada tanto pelo obstetra, quanto pela clínica de inseminação.

Quem pode ser doador de sêmen?

Todo homem adulto que possui sêmen na contagem de 5 milhões de espermatozoides móveis progressivos por ml. Esse dado é levantado através do espermograma.

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Fonte/Reprodução: original

Homens que realizaram vasectomia não podem ser doadores ou realizar a inseminação artificial, a não ser que façam uma cirurgia para reverter a vasectomia. Em casos onde a reversão não é possível, a técnica de reprodução assistida mais indicada é a fertilização in vitro.

O que é o banco de sêmen?

Também chamado de banco de esperma, o banco de sêmen é um local especializado em reunir e armazenar o sêmen doado pelos voluntários. O armazenamento é feito por meio de congelamento.

O sêmen é, portanto, congelado para ser utilizado em momento posterior. Esse processo é necessário porque a vida útil dos espermatozoides na coleta é de no máximo 6 horas. Obviamente, não é um tempo hábil se levar em conta todo o período da inseminação artificial, desde a etapa primeira, da estimulação ovariana, até o procedimento da inserção em si. 

Qual a diferença de inseminação e fertilização?

O procedimento da IA é mais simples e essencialmente diferente da FIV, fertilização in vitro. A maior diferença é que na inseminação artificial a fecundação ocorre dentro do útero, através da inserção no canal vaginal. Já na fertilização in vitro a fecundação ocorre em laboratório.

O médico fecunda os embriões em uma placa de vidro e os cultiva num intervalo de 5 a 6 dias. Ele seleciona os melhores e os implanta na mulher. A FIV é uma opção para casais com dificuldade de engravidar, com idade avançada ou em caso de casais homoafetivos. 

Além de ser um procedimento mais complexo, a FIV é bem mais cara do que a inseminação artificial.

Quanto custa uma inseminação artificial?

Precisar o custo de uma IA é complicado, pois, existem muitos fatores em jogo que interferem diretamente no preço. O primeiro ponto é a clínica, sua infraestrutura, os profissionais que atuarão. Esses três parâmetros já são o suficiente tanto para elevar quanto para baixar o preço.

Mas um ponto interessante de se levantar é a localização geográfica da clínica, no sentido de que as clínicas de cidades do interior costumam cobrar mais caro pelos serviços. Isso ocorre porque os bancos de esperma se distribuem mais pelas grandes cidades. 

Clínicas mais afastadas precisam investir muito em transporte eficaz e seguro, que garanta que o material coletado chegue até o local onde a inseminação artificial será realizada de maneira segura. 

O melhor a fazer para descobrir o valor é simplesmente ir até à clínica, ou clínicas para pesquisar seu histórico e o preço oferecido. Atualmente, a média de valor está entre R$ 2.500,00 a R$ 3.500,00 por procedimento, sem contar os remédios indicados ao longo de todo o processo. Lembre-se que o valor flutua muito de clínica para clínica.

É possível realizar o procedimento pelo SUS?

É possível fazer tanto a inseminação artificial quanto a fertilização in vitro pelo SUS, mas é que você faça algumas ressalvas. Para conseguir uma vaga a espera pode durar anos para o casal ou a mamãe independente, especialmente porque mais de uma tentativa pode ser necessária.

Alguns medicamentos bem caros não recebem a cobertura do SUS, por isso a decisão que você tomar deverá considerar esse fato, antes de buscar essa via para a reprodução assistida. A quantidade de hormônios usada pode aumentar e com ela o preço exigido. Porém, os exames para realizar o procedimento são gratuitos.

Conhecer tudo sobre inseminação artificial tem sido cada vez mais necessário, pois o método voltou a ser muito procurado, visto que hoje em dia a taxa de sucesso é mais alta, especialmente entre mulheres mais jovens. 

É um procedimento simples, não invasivo e que, geralmente, não é fonte de complicações. Em casos em que é necessário realizar a FIV, as taxas de sucesso também são extremamente animadoras.

Cada vez mais as clínicas e os obstetras se especializam para a você, mamãe e papai, a oportunidade de construir sua família, e entender tudo sobre inseminação artificial é o primeiro passo para tomar a decisão de tentar esse método ou não.

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